30 de janeiro de 2011

Insulficiência de frota em bairros mais distantes na Capital

A professora Michelle Trajano mora no bairro de Mangabeira e trabalha em uma escola em Gramame, do outro lado de João Pessoa. Para chegar às 7h no trabalho, ela acorda às 4h30 e sai de casa às 5h. “De Mangabeira, vou para o Terminal de Integração onde espero por mais de 40 minutos o ônibus que passa em Gramame”, explica. O trajeto é longo e cansativo: mais de uma hora num ônibus lotado. A rotina da professora Michelle é comum à de milhares de pessoenses, que sofrem diariamente por dependerem do transporte coletivo.

Em alguns bairros como Cruz das Armas, Mangabeira, Bancários e Cabo Branco, apesar de algumas reclamações, a população pode se considerar bem assistida. Em outros mais afastados, como Gramame, Valentina, Nova Mangabeira, Portal do Sol e Colinas do Sul, a situação é crítica e merece mais atenção das autoridades de trânsito. A dona de casa Lucimar  de França que o diga: todos os dias ela precisa se deslocar de Mituaçu a Gramame e passa mais de uma hora esperando a chegada do ônibus.

Segundo a população do bairro de Gramame, apenas uma linha opera na localidade, que tem a maioria das ruas sem calçamento. “O ônibus está em péssimas condições...quebra constantemente e tem insetos. É um absurdo a qualidade do serviço em relação ao preço da passagem”, opina a dona de casa. Mas, diferentemente dos demais passageiros, ela reclama pouco. “Eu nem ligo mais, já estou acostumada. Esse lado da cidade é abandonado, essa é a verdade”, desabafa.

No Colinas do Sul, a situação é a mesma. A dona de casa Lindalva Oliveira já perdeu um exame marcado no Centro de João Pessoa, devido à demora do ônibus. A população do conjunto reclama das poucas linhas e exercita a paciência para esperar durante 40 a 50 minutos pelo ônibus. Não é difícil encontrar algum morador que desistiu de sair após passar quase uma hora na parada do coletivo.

06035. Vip II

O vendedor Orlando Tavares diz que como se não bastasse a demora na chegada, os coletivos chegam lotados. “Tem gente que vai pendurado na porta, é um absurdo”, revela. Ele conta que uma vez passou mais de duas horas esperando o coletivo.

“Durante a semana é horrível, e nos sábados, domingos e feriados, a situação é ainda mais complicada. Quem precisar sair de casa tem que ‘madrugar’ no ponto de ônibus”, explica.

A população de Colinas do Sul conta apenas com duas linhas, feitas pela empresa Santa Maria: 116 e 113. A primeira, segundo a Superintendência de Transportes e Trânsito (STTrans), faz 50 viagens nos dias úteis, 40 aos sábados e 30 aos domingos. A frota tem cinco ônibus nos dias úteis, quatro nos sábados e três nos domingos. Para a população, o número é insuficiente e como as linhas passam por outros bairros, muitos passageiros viajam em pé.

Fonte : Paraiba 1

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