Já são 26 dias em estado de greve. Com negociações sem avanços, motoristas, cobradores e fiscais se reúnem em assembleia para decidir o próximo passo
Os usuários do transporte coletivo de Fortaleza aguardam uma posição sobre o estado de greve em que se encontram os motoristas, cobradores e fiscais dos ônibus da Capital. E a esperada resposta pode vir hoje, pois a categoria se reúne em assembleia às 9h e às 16h para deliberar sobre o processo de negociação.
Durante a manhã de ontem, foi realizada mais uma reunião de negociação entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado do Ceará (Sintro/CE) e o Sindicato das Empresas de Transportes e Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) proposta pela Procuradoria Regional do Trabalho.
Mesmo com a presença do advogado do Sindiônibus como representante na mesa de negociação, as propostas não saíram do estado em que já se encontravam: o impasse.
O presidente do Sintro, Domingos Gomes Neto, classifica a situação como “frustrante” para a categoria e dá a entender que a greve seria inevitável diante da “falta de disposição para a negociação” do Sindiônibus, segundo ele. “Nós tínhamos uma esperança de que se poderia evitar essa greve, mas percebemos que está difícil”, comentou Domingos Neto.
Segundo a assessoria do Sindiônibus, na terça-feira foi dado entrada em processo de dissídio coletivo junto ao Tribunal Regional do Trabalho. Tal medida, segundo o Sindiônibus visa evitar a greve e depende da assinatura do Sintro.
Impasse
As reivindicações do Sintro estão elencadas em 45 cláusulas. Desse total, 33 já tiveram um acerto entre as partes. Mas são justamente as questões restantes as avaliadas como mais significativas para a categoria: salários, vale-alimentação, horas extras, participação nos lucros e resultados, entre outros.
O pedido de reajuste salarial do Sintro era, inicialmente, de 27,87%, número que foi reduzido para 25% e para 23% no decorrer das rodadas de negociações.
Entretanto, a contrapartida do Sindiônibus é de um reajuste de 6,3%, valor definido como equivalente à inflação do ano, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). De acordo com informações disponibilizadas no site do Sindiônibus, o salário-base dos motoristas até 1º de maio era de R$ 1.133,96 e o dos cobradores era de R$ 680,38, valor ao qual era acrescentado 4% a título de produtividade.
Outro benefício em discussão é o valor do vale-alimentação, que atualmente corresponde a R$ 6,50 por dia, enquanto o Sintro indica o aumento para R$ 8,50.
Entre tantas negociações, aos usuários de ônibus resta aguardar as decisões das duas partes aguardando os coletivos indispensáveis no cotidiano.
Fonte: O POVO online
Imagens: 1ª Divulgação, O POVO. 2ª Fortalbus.com
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