Anos 80
Com Material de Kristofer Oliveira e Paulo Rafael Viana, membros do Paraiba Bus em João Pessoa-Pb.
Dando o início a seção “História dos ônibus” vamos trazer informações e imagens sobre como era o transporte na década de 80. Uma década que não foi apenas agitada em todo país nas mais diversas vertentes sociais, mas também no transporte pessoense.
O início dos anos 80 deu continuidade ao que estava acontecendo no fim dos anos 70...greve, crise do combustível, inflação...até que estourou uma crise financeira nas empresas, uma vez que o faturamento corroído pela inflação estava sendo insuficiente para honrar com os gastos, e o plano de ajuda da EBTU (Empresa Brasileira de Transportes Urbanos) não veio, deixando o sistema a beira de um colapso. 10 ônibus Monobloco da Etur que fora encomendados teve o pedido cancelado. Algumas outras como a RB Transportes estava com dificuldades de quitar a dívida após comprar 7 novos ônibus. O financiamento na época para renovação da frota era algo difícil de se conseguir.
Em uma das greves dos motoristas e cobradores a violência foi marcante pelo fato de um dos motoristas grevista ser atingido por um tiro a queima roupa efetuado pela polícia. Em vão, em uma das greves, alguns empresários foram até o local da greve para fazer com que os grevistas retornassem ao trabalho.
Empresas Atuantes
Nos anos 80 tinhamos sete empresas que atuavam em cerca de 30 linhas, com uma frota de 200 veículos, conheça agora elas:
Etur - Tinha uma frota de quase 100 ônibus e atuava na zona sul da capital, em Cruz das Armas, Costa e Silva (atual 102), Cidade dos Funcionários (atual 105), Jardim Veneza (atual 104), Alto do Mateus (atual 108), Novaes, Rua do Rio (atual 109), José Américo e Geisel (502), Grotão e Funcionários II, III e IV (após expansão pessoense, operando as atuais 101 e 114).
Mandacaruense - Atuava na mesma área atual e no Róger (atual 002).
RB Transportes (Rui Barros Transportes) - Atuava nos Bancários, Cidade Universitária e Castelo Branco.
Canaã - Atuava no José Américo, Geisel (atual 202), Ceasa (atual 201) e Cristo (atual 204), todas pelo corredor 2.
São Judas Tadeu - Atuava nas linhas de Tambaú (atuais 510 e 511) e na Torre (atual 402).
Marcos da Silva - Operava no Cabo Branco (atual 507), Altiplano (atual 401), Jaguaribe (atual 003), João Agripino (atual 509) e na Penha via Pedro II
Viação Ilha do Bispo - Antiga linha 001 do mesmo bairro.
Nos anos 80 após a RB Transportes encerrar suas atividades possivelmente devido as dificuldades financeiras, surge a Nossa Senhora das Neves, atuando na mesma área que a RB. Também, após o nascimento do bairro de Mangabeira, passou a atuar na área. A São Judas Tadeu adquire a Canaã e herda suas linhas, se expandido na cidade.
A Etur, aproveitando que atua dentro de uma área de expansão em João Pessoa, entra no bairro do Valentina, após o seu surgimento. Porém, na mesma década, começa a dar sinais de que sua hegemonia na cidade está chegando ao fim, após uma cisão que gerou a Transurb. Curiosamente, ela herdou as linhas do "lado de lá" da BR 101, com as atuais 104 - Bairro das Indústrias (incorporando a linha Jardim Veneza), 110 - Jardim Planalto, 108 - Alto Do Mateus (incorporando a linha Bairro dos Novaes), e fugindo a regra, a linha 502 - Geisel.
Em 1987, a Transnacional de Campina Grande adquire a Nossa Senhora das Neves e abre sua filial em João Pessoa, sendo atualmente a maior empresa de transporte urbano paraibana.
E a expansão da Transnacional ñ para por aí...no fim de 1988 ela adquire a São Judas Tadeu, ampliando sua atuação em João Pessoa e sendo uma gigante igual a Etur. Curioso que ela ficou com três padrões diferentes de identidade: A sua própria, a da São Judas Tadeu e a da Nossa Senhora das Neves.
Na Nossa Próxima Postagem, Apresentaremos uma empresa que com certeza foi um marco na história, Setusa.
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