17 de janeiro de 2013

Campina Grande - Protesto contra alta em tarifa

A proposta de reajuste pelo Conselho Tarifário para aumentar a passagem de ônibus urbano em Campina Grande de R$ 2,10 para R$ 2,25 foi motivo de protesto de entidades sociais, na manhã de ontem, na Praça da Bandeira, no centro da cidade.

Representantes dos estudantes, sindicatos de professores, trabalhadores urbanitários e membros do Fórum Popular Permanente de Transporte Público realizaram um ato público para mobilizar a população a se posicionar contra a medida.

Protesto em Campina Grande

De acordo com os organizadores do protesto, o reajuste fixado em R$ 0,15 está acima dos índices inflacionários nos últimos anos e um trabalhador assalariado não pode comprometer quase 20% do seu salário apenas para pagar o transporte público. Foi isso que explicou Sizenando Leal, membro do fórum, que taxou o reajuste de abusivo e ao mesmo tempo paradoxal pela qualidade do serviço não atender às necessidades da população.

“Um cidadão assalariado que utiliza duas vezes ao dia o transporte coletivo gastará em um mês cerca de R$ 108. Isso é fora da realidade de Campina Grande. Os trabalhadores não podem comprometer nem R$ 100 do salário para pagar seu transporte, que ainda não é de boa qualidade. Quem utiliza os ônibus de Campina Grande sabe do atraso constante, das vezes que eles quebram e da sujeira que há em seu interior. Por isso classificamos esse reajuste como impróprio para a qualidade do serviço e preço cobrado”, disse Sizenando Leal.

Anchieta Bernardino, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sitrans), explicou que neste reajuste estão inseridos aspectos como aumento salarial dos trabalhadores das empresas de ônibus, compra de equipamentos, ampliação do sistema de vendas de passagens no Terminal de Integração, além de outros serviços que fazem parte da política de gestão das empresas.

2,25 ?

“Nós demos um aumento de 10% nos salários dos trabalhadores em julho de 2012 e ninguém valorizou isso. Temos implementado melhoras consistentes no serviço, mas entendemos como legítimo esse protesto. Agora só resta saber quando o prefeito irá assinar o decreto e ver se ele irá aceitar a decisão do Conselho Tarifário, ou se teremos um reajuste menor”, afirmou Anchieta Bernardino.

Pesquisa: Jornal da Paraíba

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