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13 de novembro de 2012

Campina Grande - Alternativos invadem ruas do Centro

É cada vez mais comum encontrar veículos estacionados nas paradas de ônibus do Centro de Campina Grande com o pisca alerta ligado. A situação é ainda pior nos horários de pico no trânsito, entre 12h e 18h, quando carros do tipo minivans e Kombis aumentam a fila, disputando um espaço com os ônibus urbanos. São em atitudes como essa que agem os transportes alternativos, oferecendo o serviço de deslocamento para os passageiros por um preço mais barato que a tarifa de ônibus urbano, que hoje é R$ 2,10.

Os destinos normalmente são os bairros mais distantes do Centro. Malvinas e Bodocongó são os primeiros destinos oferecidos. Mas para quem pretende ir até a Liberdade, Santa Rosa ou Palmeira, não falta convite. Se a tarifa de ônibus custa R$ 2,10, os motoristas conhecidos como “alternativos”, que segundo o Sitrans (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros) somam mais de 100 carros, cobram R$ 2,00 pelo serviço. Mas, como lembra Anchieta Bernardino, presidente do sindicato, sem garantia nenhuma para os passageiros caso haja um acidente.

ALTERNATIVO

“No preço de uma passagem de ônibus está incluso o serviço, os encargos, salários dos motoristas e também o seguro do passageiro, se houver algum acidente. Nesses carros que agem livremente, os motoristas agridem os nossos operadores e ficam insistindo para os usuários aceitarem serem transportados”, explicou o presidente do Sitrans.

No trecho da Avenida Floriano Peixoto, entre um supermercado e a Arca Titão, existem seis paradas de ônibus de várias rotas da cidade. Mas, no espaço destinado ao estacionamento dos veículos permissionados para o transporte de pessoas, muitos carros alternativos acabam parando e dificultando a fluidez do trânsito.

De acordo com um comerciante do local, que preferiu não se identificar, os condutores param os carros e ficam oferecendo o serviço a quem está à espera do ônibus.

“Eles param o carro, ligam o pisca-pisca e ficam abordando as pessoas. Cobram R$ 2 pela corrida e ficam dizendo: 'O carro já vai sair', para incentivar as pessoas a não esperarem mais os ônibus. Isso é o dia inteiro. Na hora que tem mais movimento, a avenida fica cheia de carro. Alguns pegam até uma parte da calçada. Muita gente acaba aceitando e pega o carro”, contou o comerciante.

Pesquisa: Ônibus Paraibanos / Jornal da Paraíba

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6 de agosto de 2012

Paraíba tem frota de 6 mil alternativos irregulares

Fonte: Jornal da Paraíba

Seis mil veículos alternativos circulam pelas estradas paraibanas, mas embora atendam uma parcela da população que não teria outros meios de locomoção, os serviços desse setor ainda não são regularizados. De acordo com o presidente da Federação dos Alternativos, Expedito Bandeira, apenas a Paraíba continua sem normalizar esses profissionais, realidade diferente dos demais Estados brasileiros. Segundo ele, com a efetivação do transporte, novos empregos poderiam ser gerados, além do recolhimento de impostos dos que ainda estão na clandestinidade.

Há 20 anos levando e trazendo pessoas do município de Puxinanã a Campina Grande, no Agreste paraibano, o motorista de transporte alternativo José Januário, de 44 anos, contou sobre a importância desse tipo de condução. “As empresas regularizadas têm um horário fixo para passar e os passageiros muitas vezes têm urgência em chegar. Mas o pior é que os veículos legais não estão oferecendo um serviço de qualidade”, lamentou. O industriário David Soares, de 23 anos, contou que prefere o alternativo justamente pela segurança e conforto. “A gente sabe que o sistema é deficiente e que formas que possam nos oferecer mais comodidade têm que ser consideradas. Eu por exemplo prefiro o transporte alternativo porque os ônibus que passam por Puxinanã deixam a desejar”, explicou. Com a regularização, o intuito é justamente oferecer condições que tragam qualidade para o usuário, segundo informou o presidente da federação.

“A importância do trabalho desses profissionais é tão grande que eles estão se regularizando em todo o país. Somente a Paraíba ainda não se manifestou sobre o assunto e o nosso intuito é justamente firmar uma parceria com o Estado para que esse serviço se torne legalizado. Nós queremos uma licitação pública, queremos ser legais, queremos trazer muitos veículos com qualidade e a nossa contrapartida também serão os impostos”, contou Expedito.

De acordo com ele, dos 100 mil transportes alternativos do país, 60 mil já estão normalizados, atendendo uma grande parcela da população que possui um sistema deficiente ou não possui nenhum outro meio de transporte. Na Paraíba, 60 mil pessoas utilizam esse serviço e em 54 municípios ainda não existe sistema convencional de transporte.

O motorista Clécio Tavares há 10 anos transporta passageiros de Patos a Campina Grande. Ele contou que em muitos municípios sertanejos, os alternativos são a única forma de locomoção dos habitantes. “O nosso trabalho vai além porque a gente não apenas transporta, mas nos preocupamos com os passageiros. Muitos são idosos, crianças, pessoas doentes, que locomovemos desde a sua casa até o hospital. O que fazemos é um serviço essencial para a população”, desabafou o motorista.


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6 de abril de 2011

Motoristas de transporte alternativo fazem protesto em Campina

Motoristas de transportes alternativos de várias cidades integrantes do Compartimento da Borborema se reuniram em Campina Grande na manhã desta quarta-feira (06) para protestar.

Protesto Alternativos

A ação se daria em forma de carreata, partindo da Avenida Brasília em direção ao Palácio do Bispo.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas de Transportes Alternativos da Paraíba, Iramar Menezes, o movimento visa protestar contra o abuso de poder praticado pelo superintendente da STTP, Salomão Medeiros.

Segundo o sindicalista, a STTP está “com uma relação de placas de veículos e apreendendo os mesmos”. Apesar dos veículos estarem emplacados, dirigidos por motoristas habilitados e em alguns casos, sem passageiros têm sido penalizados com a aplicação de “multas superiores a R$ 500”.

Queremos discutir com o prefeito para resolver o impasse – Iramar Menezes

O sindicalista disse ainda que “há seis anos sentamos com o prefeito, com o antigo superintendente da STTP, e arrumamos uma solução para esse problema”.

Agora esse superintendente entrou e o acordo não está sendo mais cumprido – reclama Iramar Menezes

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